sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Querem nos desacreditar, mas não conseguirão.

Presidente Nacional do PV ( José Luiz Penna ) rebate acusações de ter convidado Paulo Coelho, Fleury, Chalita, Paulo Skaf dentre outros à entrarem no Partido Verde.




Veja a resposta dele no youtube http://www.youtube.com/watch?v=wHnJE12sU6k



Equipe TVPENNA



Av. Rebouças 1700, Pinheiros, SP

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Meio Ambiente

Interações ecológicas são indicadores importantes para as mudanças globais

Cientista alerta sobre a importância de se estudar as interações entre espécies e entre processos para entender as mudanças que estão acontecendo nos ecossistemas
Fernanda B. Muller
Fabrício BasilioFabrício Basilio
Muito mais do que estudar apenas contingentes de espécies, como fazem a maior parte das pesquisas atuais, é preciso compreender como eles se comportam dentro de sistemas funcionais dinâmicos dos quais fazem parte, alertou o presidente do Instituto de Biologia da UNICAMP, Thomas Lewinsohn, durante palestra no VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, em Curitiba.

“Como saber como funciona um ecossistema sem saber como as espécies estão estruturadas, articuladas?”, questionou.

Doutor em ecologia, o biólogo explicou que além das interações entre espécies, os processos também agem em conjunto afetando a biodiversidade. As mudanças climáticas, disse, não são o único fator de pressão, mas há também a deposição de nitrogênio, as invasões biológicas, a mudança de uso do solo e a própria pressão demográfica que comprime cada vez mais os habitats naturais.

Lewinsohn citou diversos estudos que estão sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo, como uma pesquisa sobre a distribuição atual e estimada da vegetação de Cerrado no caso de um aumento de 0,5 a 1° C na temperatura.

O estudo, que abrange 162 espécies, já indica que no cenário de aumento da temperatura há uma redução drástica na cobertura do bioma. Neste caso, levou-se em conta que as espécies não se dispersam e não mudam geneticamente com a rapidez necessária para a adaptação e que cada uma reage isoladamente, de uma maneira determinada.

Outro estudo mencionado por Lewinsohn reúne mais de 600 análises sobre interações de espécies e as mudanças globais. Cinco parâmetros foram estudados. Com o aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2), as análises demonstram uma depressão dos herbívoros, aumento da predação, alterações das relações competitivas entre espécies e aumento das relações micorrizas, que é a associação simbiótica entre certos fungos e raízes de algumas plantas.

Com o aumento do nitrogênio disponível há uma melhora das interações entre herbívoros e também fungos prejudiciais. Já as mudanças climáticas aumentam a probabilidade de infecção das plantas por agentes causadores de doenças, chamados de patógenos, e têm um forte efeito sobre os processos de polinização e de dispersão, devido à quebra da sintonia entre plantas e polinizadores e dispersores. A mudança do uso do solo também prejudica os processos de polinização e dispersão e aumenta os patógenos, principalmente em animais vertebrados.
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23/09/2009 - 14:25

Noticias do Brasil e do Mundo sobre o Meio Ambiente

Meio Ambiente

ONU diz que falta de acordo sobre o clima em Copenhague seria imperdoável

Ban convocou os países industrializados e em desenvolvimento a atuarem urgentemente para enfrentar o aquecimento do planeta
Agência Brasil
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse nesta terça-feira (22) na abertura de uma cúpula sobre mudanças climáticas em Nova York que seria “moralmente imperdoável” o mundo não chegar a um acordo sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa na reunião sobre o tema marcada para dezembro em Copenhague (Dinamarca).

Ban convocou os países industrializados e em desenvolvimento a atuarem urgentemente para enfrentar o aquecimento do planeta. A falta de um acordo em Copenhague, segundo ele, teria altos custos políticos e econômicos. “O destino das gerações futuras e as esperanças e formas de subsistência de bilhões de pessoas estão literalmente em suas mãos”, discursou para líderes mundiais, de acordo com a agência de comunicação da ONU.

O presidente chinês, Hu Jintao, prometeu ampliar esforços para uso eficiente de energia - para que seja emitido menos carbono por unidade de energia gerada – e para reduzir as emissões de gases poluentes, de acordo com a BBC Brasil. Hu afirmou que a redução se dará em uma “medida importante” até 2020, mas não adiantou metas quantitativas. A China é atualmente o maior emissor de gases de efeito estufa.

Em seu discurso na cúpula sobre o clima, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que, por causa das perdas da crise econômica, os países terão mais dificuldade para chegar a um consenso sobre as medidas necessárias para enfrentar as mudanças climáticas até a reunião de Copenhague.

Obama disse que os Estados Unidos estão “determinados” a agir para conter o aquecimento global e irão assumir suas "responsabilidades" em relação ao tema.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu a criação de uma organização mundial para o meio ambiente, que tenha como principal tarefa o acompanhamento dos compromissos assumidos pelos países para reduzir os impactos das mudanças climáticas.

“Não é suficiente ter êxito em Copenhague, falta alguém que vigie as consequências das decisões que serão tomadas na reunião. Hoje há cerca de 60 organizações e agências que se ocupam da mesma questão, somemos os esforços para criar uma Organização Mundial de Meio Ambiente”, sugeriu.

Em Copenhague, os 192 países-membros da convenção da ONU sobre mudanças climáticas terão que definir um novo acordo climático para regular as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando expira o primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto.
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23/09/2009 - 14:36